MRIGASHIRA - ARDRA PUNARVASU LUA EM GÊMEOS
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'O Senhor está em todos os seres e o universo inteiro é Ele' - Brhat Parasara Hora Sastra Todas as técnicas de meditação, práticas e procedimentos descritos ou recomendados neste livro são adequadas para a prática somente sob a direta supervisão de um instrutor treinado e ordenado por THE SUPREME PONTIFF OF HINDUISM BHAGAWAN SRI NITHYANANDA PARAMASHIVAM. Além disso, você deverá consultar seu médico pessoal para determinar se essas técnicas, práticas e esses procedimentos são adequados para você com relação a sua própria saúde, condição física e habilidades. Esta publicação não tem a intenção de substituir cuidados, exames, diagnósticos e tratamentos médicos pessoais. Qualquer pessoa que se empenhe em alguma das técnicas, práticas ou procedimentos descritos ou recomendados neste livro, estará fazendo por sua conta e risco, a menos que tenha recebido recomendação direta de seu próprio médico e de um instrutor treinado e ordenado por THE SUPREME PONTIFF OF HINDUISM BHAGAWAN SRI NITHYANANDA PARAMASHIVAM.
Verdade Universal
Se você olhar profundamente, se você olhar além da vida mundana, além do dia-a-dia que nós vivemos... se você contemplar o céu a noite... você verá que o mais íntimo e completo relacionamento que o homem possui é o relacionamento com o Universo. Na verdade, é o relacionamento supremo do homem: ele nasce, vive e funde-se de volta nele. Nada acontece fora dele, mesmo a iluminação acontece nele. Assim como uma criança cresce no ventre da sua mãe, o homem evolui no ventre cósmico. Ele é o microcosmo de um tremendo macrocosmo cósmico. Portanto, todos os componentes do homem, do mais grosseiro ao mais sutil, vêm do Universo: seu corpo, sua mente, sua energia e sua própria consciência são elementos do cosmos. O universo e o homem são indivisíveis. O que quer que aconteça no universo ressoa na consciência humana e o que quer que aconteça na consciência humana ressoa no universo. Ambos são consciências únicas.
A Grande astronomia védica
O homem sempre foi profundamente fascinado pelo Cosmos desde o início dos tempos. Culturas mais antigas trabalharam no entendimento do fenômeno que acontece no céu, eles observaram-no, a fim de entender que papel o céu tinha em suas vidas. A partir dessas tentativas, a ciência da astronomia nasceu.
Nesse campo, a antiga contribuição Védica é bem conhecida. As mais antigas referências à astronomia são encontradas no Rig Veda, que data 2000 a.C. Por volta de 500 a.C., Aryabhata, um grande astrônomo, apresentou um sistema que mostrou que a Terra gira em seu próprio eixo e considerou o movimento dos planetas em relação ao Sol. Ele também descobriu como os eclipses lunares e solares ocorriam e foi o mais antigo a descobrir que a órbita dos planetas ao redor do sol são eclipses, exatamente como Copérnico e Galileu concluíram milhares de anos depois. Ele até mesmo determinou o diâmetro da terra como sendo 5.000 yojanas, aproximadamente 36.000 km, o que está muito próximo do dado atual.
Estas tradições relacionaram estes objetos e seus movimentos com eventos naturais como chuva, estiagem, estações e marés; eles as relataram como ocorrências auspiciosas ou inauspiciosas no planeta Terra. Jyotisa, a ciência da astrologia Védica, nasceu das observações e percepções com base nestes fenômenos astronômicos. Os primeiros astrônomos foram na verdade Rishis e sábios que compreenderam que o céu era um acontecimento divino; eles identificaram objetos celestiais com energias e Deuses e conectaram astronomia e astrologia.
Jyotisa simplificado
A Astrologia se manifestou na visão interna dos antigos sábios e Rishis da Bharat. Esses iogues e seres iluminados estavam aptos a ver além do reino dos nomes e das formas. Eles podiam sentir e expressar a sutil realidade que existe por trás do fenômeno cósmico. Dessa forma, percebiam os poderes primitivos da inteligência cósmica nos planetas e estrelas (o macrocosmo) e veneravam os poderes cósmicos dentro de si mesmos (o microcosmo) como poderes de seu ser.
Concentrando-se intensamente no Sol e outros planetas, eles entenderam o movimento da força vital em seus corpos; e pela meditação na força vital, eles também vieram a entender o movimento do Sol e planetas no céu. Através desta técnica chamada samyama, eles podiam decifrar os segredos do Universo. Eles trouxeram seu entendimento para dentro de um sistema da ciência Védica, o qual se tornou conhecido como Jyotisa: a ciência da luz. Parasara foi um desses sábios. Ele é conhecido por ser o pai da Jyotisa. Ele escreveu a composição literária Brhat Parasara Hora Sastra, no qual sistematicamente se explica a teoria da astrologia de previ-
sões. De acordo com a história, ele é o neto de Vasista e também pai do Veda Vyasa, que escreveu o épico Mahabharata. A profundidade do seu conhecimento astrológico era tão grande que uma noite enquanto cruzava o rio num bote, ele casualmente olhou para suas estrelas favoritas no céu e de repente percebeu que era um momento excepcionalmente afortunado. Ele concluiu que se uma criança fosse concebida naquele momento, ela seria uma expert nas escrituras. Então ele contou isso para a senhora que remava o bote e pediu que ela se casasse com ele. Ela concordou e o filho que nasceu desta união espiritual foi Veda Vyasa!
Pela observação do movimento dos corpos celestiais através do tempo e espaço, a ciência da Astrologia Védica pode ser aplicada a cada encarnação humana para encorajar a alma a desenvolver seu mais completo potencial.
Nas próprias palavras de THE SUPREME PONTIFF OF HINDUISM BHAGAWAN SRI NITHYANANDA PARAMASHIVAM:
'No momento em que a consciência entra no corpo, na hora do nascimento, o nível de energia do cosmos é impresso na consciência. Seu espaço interior ganha a impressão do nível de energia cósmica e da posição dos nove maiores centros de energia do sistema solar.
Os planetas astrológicos não são somente astronômicos, eles são energias. Uma energia particular de puxa e empurra existe entre eles. As diferentes posições de energia claramente decidem o nível de energia cósmica durante o nascimento. Com base nisto, Jyotisa estará apto a prever o curso da vida. Entenda, não prevê os incidentes exatos, porque você tem liberdade. Você tem liberdade de decidir se você senta aqui ou não; lê isso ou não.
O curso maior da vida – se você irá se iluminar ou não – pode ser previsto. Princípios podem ser previstos, não políticas! Ter uma ideia sobre seu horóscopo lhe dará inteligência e aceitação para suportar coisas inevitáveis. De acordo com o que eu acredito, um buscador deve ter um conhecimento básico sobre seu horóscopo'.
Jyotisa e o Viver a Iluminação
Jyotisa pode lhe ajudar a ler seu destino. Mas o que é, na verdade, destino?
Há 2 tipos de destinos:
O primeiro destino é definido pelo dicionário como: destino vivido dentro dos limites do ego, com suas próprias expectativas, esperanças, desejos, sucessos e fracassos. Ele está constantemente mudando. Porque ele evolui sob as leis da mente, é mecânico, acidental e incidental. Esse 'destino' é vivido na dimensão da mente, portanto não tem existência na realidade em si. Não é nada mais que uma reprodução do passado no presente, o que restringe o futuro de uma maneira mecânica.
O outro destino é existencial e supremo; é o florescer da consciência para a iluminação. Entenda: a única coisa predestinada no plano da vida é que aquele homem é destinado a evoluir para a iluminação. O resto é apenas acidental, acontece por nenhuma outra razão a não ser ensinar e moldar o ser em direção à busca pela iluminação. Viver a iluminação não é nada mais que fazer escolhas conscientes, livre do 'pra lá e pra cá' inconsciente dos samskaras.
Quanto mais longe você perambular do seu centro, mais você irá se perder na sua periferia, e mais você será sujeitado a incidentes e acidentes. Enquanto que, se você vive a iluminação, você está centrado, você está dentro de seus limites, você está atento. Você se torna predestinado, porque sua predestinação é alcançar a iluminação; seu destino é se tornar mais e mais atento. Então, você se torna um agente do seu destino, e se move além das influências dos grahas. É assim que você expira o seu karma.
Para que isso aconteça, um simples entendimento das forças que trabalham em você pode ajudar a clareza a se manifestar na sua rotina diária. Em adição a isto, você pode seguir alguns procedimentos para manter seu corpo saudável com a ciência da Ayurveda e aumentar seu nível de energia com yoga, uso de pedras, sementes de rudraksha, cantos de mantras e um conhecimento básico das suas tendências psicológicas alinhadas com a antiga sabedoria védica expressada por grandes mestres iluminados.
Todos esses remédios trarão lucidez sobre a sua configuração mental e o auxiliarão a, eventualmente, derrubar seus condicionamentos, desapegando sua mente e emoções e nutrindo sua inteligência e energia para Viver a Iluminação.
Entendendo Grahas e Nakshatras
Grahas são centros de energia, campos de energia que os planetas manifestam no universo. Cada um dos nove principais grahas na astrologia Védica tem um campo de energia específica que cria efeitos específicos no nosso planeta Terra. Por exemplo, a lua tem um forte impacto no mar e no crescimento das plantas; influencia até mesmo a mente dos seres humanos. Do mesmo jeito, os maiores centros de energia produzem um efeito na vida dos seres humanos e influencia seus potenciais no nascimento, suas configurações mentais e por essa razão o curso do seu destino. Em Jyotisa, os grahas são geralmente referidos como os agentes do karma para o qual a alma nasceu. A personalidade e vida humana têm contrapartes na estrutura da fisiologia cósmica, representada pelos grahas e nakshatras.
Há nove grahas (nove influências ou 'planetas´) no nosso sistema solar: o Sol (Surya), a Lua (Candra), Marte (Mangala), Mercúrio (Budha), Júpiter (Guru), Vênus (Sukra), Saturno (Sani) e dois nódulos chamados Rahu (nódulo lunar ascendente) e Ketu (nódulo lunar descendente). Eles representam arquétipos. Surya, por exemplo, representa consciência; Candra representa a mente cósmica; Budha representa o intelecto cósmico, etc.
A maioria dos calendários do mundo foram calculados pelos movimentos do Sol e da Lua (mensurando os dias, meses e anos) e foram de grande importância para a agricultura, porque a colheita depende do plantio na época certa do ano. Mas a tradição védica usa um sistema de 27 nakshatras para calcular os meses. O nakshatra é a constelação na qual a lua está no céu em determinado período. Em cada mês, a lua cheia está em uma determinada constelação, e terá o nome deste nakshatra.
Cada nakshatra cai sob a regra de um, às vezes dois grahas. Para cada graha é designado três nakshatras. Por exemplo, se a criança nasceu quando a lua estava em Asvini Nakshatra, sua estrela de nascimento será Asvini e seu signo será Áries (chamado mesa em Sânscrito), regido pelo planeta Marte (Mangala). Bharani e Krittika, os dois próximos nakshatras, também caem sob o domínio do signo de Áries. Todos os três, portanto, terão características parecidas e influenciarão a mente e a consciência das crianças no momento do nascimento, moldando seus destinos.
Se Mercúrio é o seu Planeta
'Eu venero Mercúrio, negro como a flor de priyangu, que possui uma forma inigualável, o filho inteligente da lua, dotado de uma natureza gentil' - Veda Vyasa
Dinâmica: Como nós entendemos, como nós nos expressamos
Palavras-chave: Inteligência, humor, habilidade, destreza, eloquência, comunicação, agilidade, versatilidade, adaptabilidade, desapego, espiritua- lidade
Signos: Gêmeos e Virgem
Cor: Verde
Gênero: Neutro (nem masculino nem feminino)
Chakra: Visuddhi
Temperamento: Sattva (puro)
Deidade governante: Vishnu
Mercúrio nas escrituras védicas
Mercúrio é o eterno jovem. Ele é descrito com quatro braços; em um deles, ele carrega uma espada, no outro carrega um escu-
do e no terceiro carrega uma clava. A quarta mão está posicionada em um gesto de bênçãos.
Ele usa vestuário verde; seu veículo é um leão. Ele dirige uma carruagem branca iluminada por luz e puxada por dez cavalos que são tão rápidos quanto o vento e tão rápidos quanto o pensamento.
Seu pai é Soma, sua mãe, a Lua, é Tara, a consorte de Brhaspati, o Guru dos deuses. Brahma, o criador, deu a ele o nome de Budha significando 'inteligente' e 'sábio', por sua mente rápida.
Ele é dito ser perito em todas as escrituras Védicas, auspicioso, mas sensível e se perturbado ele pode disparar desastres naturais como estiagens, inundações e de acordo com alguns... terremotos.
Tendências de Mercúrio em Gêmeos
'Mercúrio é dotado de um físico atraente e a capacidade de fazer trocadilhos e usar palavras com duplo sentido. Ele tem senso de humor e gosta de piadas'
- Brhat Parasara Hora Satra
Símbolo: Os gêmeos Elemento: Ar Planeta regente: Mercúrio/Budha Constituição Ayurvédica: Vata Pedra curativa: Jade verde
Gêmeos representa o princípio mental do Universo. Seu símbolo são os gêmeos, o que mostra dualidade, percepção intelectual, energia. É geralmente nervoso, inquieto, rápido, sagaz e engenhoso. Esse signo mostra grande poder de adaptabilidade e entendimento, unido à brilhante habilidade de expressão, habilidades que fazem a pessoa singular de várias maneiras.
O signo de mercúrio é naturalmente curioso e mostra interesse em diferentes campos. Ele gosta de brincar com o intelecto. Gêmeos é um eterno estudante, sempre ansioso para aprender, mas nunca vai profundamente dentro de um assunto.
Por um lado, geminianos podem ser indecisos e inconsistentes, nunca concretizando nada por conta de sua natureza mutável. Conflito e instabilidade são características do signo.
Por outro lado, contentamento, satisfação, estabilidade e tranquilidade são qualidades que um geminiano se esforça para desenvolver. O nativo busca coletar uma variedade de experiências na vida, as quais podem dispersar sua energia e levá-lo à depressão e uma tendência a viver apenas na dimensão da mente.
O signo de Gêmeos não é tão preocupado com resultados práticos. Em um nível mais elevado, o signo mostra idealismo e um interesse humanitário na vida; em um nível mais baixo ele denota muita instabilidade e superficialidade.